48213539_2143925748961460_6153979499923898368_o
Deputado federal José Airton Cirilo ao lado da delegação brasileira formada pelo Ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, o governador eleito do Acre, Gladson Cameli, os senadores: Jorge Viana (AC), Hélio José (DF), Lídice da Mata (BA), João Capibaribe (AP) e Jarbas Vasconcelos (PE), os deputados federais: Nilto Tatto (SP), Janete Capeberibe (AP), Leonardo Monteiro (MG), Jaime Martins (MG), Arnaldo Jordy (PA), Carlos Gomes (RS) e Cláudio Cajado (BA)

O deputado federal José Airton Cirilo está na Polônia, para participar da COP24, Conferência do Clima das Nações Unidas.

José Airton integra a comitiva de parlamentares brasileiros que representam o Congresso Nacional e juntamente com os demais países participantes, irão discutir as regras para garantir a execução do Acordo de Paris 2015. O principal esforço está concentrado no desenvolvimento de ações para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.
48167831_2143925982294770_1511653992260698112_o
Participando dos debates no Espaço Brasil na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP24), o deputado federal José Airton Cirilo ao lado da delegação brasileira tratando ainda sobre o balizamento e preceitos sobre o Acordo de Paris, em que os países terão um prazo de 2 anos para a implantação de ações para limitar o aquecimento global em 1,5 graus Celsius. Portanto, a Conferência COP24, será a implementação do Livro de Regras das normas que os países precisam implantar para o atendimento das decisões do Acordo de Paris, inclusive, já aprovados pelo Congresso Brasileiro.
No domingo (2), as Nações Unidas dão início a negociações críticas sobre como responder de forma coletiva e urgente ao aquecimento global. Durante duas semanas, líderes mundiais, pesquisadores, ativistas, representantes do setor privado e de comunidades locais estarão reunidos em Katowice, na Polônia, para a COP24, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Os participantes vão trabalhar em um plano de ação para implementar os compromissos assumidos no Acordo de Paris, firmado há três anos na capital francesa.

Abaixo está um guia para a COP 24, feito para esclarecer as maiores dúvidas que você pode ter sobre o encontro.

1. O básico: UNFCCC, ONU Meio Ambiente, OMM, IPCC, COP24, Protocolo de Kyoto, Acordo de Paris… Alguém me explica tudo isso?

Estas siglas e nomes de lugares representam ferramentas e termos internacionais que, sob a liderança da ONU, foram criados para ajudar a avançar a ação climática globalmente. Todos eles desempenham funções específicas e diferentes para alcançar a sustentabilidade ambiental. Veja como eles se encaixam:

Em 1992, a ONU organizou um grande evento no Rio de Janeiro, chamado Cúpula da Terra, no qual a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) foi adotada.

Neste tratado, países concordaram em “estabilizar concentrações de gases causadores do efeito estufa na atmosfera”, para impedir a interferência perigosa das atividades humanas no sistema climático. Atualmente, a convenção possui 197 signatários. A cada ano, desde que o tratado entrou em vigor, em 1994, uma “conferência das partes” – uma COP – é realizada para discutir como caminhar rumo a esse propósito. Desde então, foram realizadas 23 COPs e a 24ª será neste ano.

Como a UNFCCC estipulava valores não vinculantes sobre emissões de gases do efeito estufa nem possuía um mecanismo de aplicação, várias “extensões” do tratado foram negociadas durante as COPs, incluindo o famoso Protocolo de Kyoto, em 1997. Esse acordo definiu limites de emissões para países desenvolvidos, que deviam ser alcançados até 2012.

Outro documento foi o Acordo de Paris, adotado em 2015, no qual todos os países do mundo concordaram em aumentar esforços para limitar o aquecimento global a 1,5°C acima de temperaturas pré-industriais. Os Estados signatários também se comprometeram a impulsionar o financiamento de ações climáticas.

Duas agências apoiam os trabalhos científicos da ONU sobre mudanças climáticas: a ONU Meio Ambiente e a Organização Meteorológica Mundial (OMM). Juntas, elas estabeleceram em 1988 o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC). O organismo é formado por centenas de especialistas, que se dedicam a analisar dados e fornecer evidências científicas confiáveis para negociações sobre as mudanças climáticas, incluindo as que serão feitas em Katowice.

2. A ONU parece estar fazendo várias conferências e cúpulas sobre esta questão… Elas são frutíferas?

Estes encontros têm sido vitais para encontrar um consenso sobre uma questão que exige uma solução global. Embora avanços tenham sido mais lentos que o necessário, o processo – que tem sido tão desafiador quanto ambicioso – conseguiu unir todos os países, em meio a circunstâncias muito diferentes. Progresso tem sido verificado a cada passo do caminho. Algumas das ações concretas adotadas até agora provam uma coisa: ações climáticas têm um impacto positivo real e podem realmente ajudar a impedir o pior.

Entre conquistas notáveis já alcançadas, estão:

Ao menos 57 países conseguiram diminuir suas emissões de gases do efeito estufa aos níveis exigidos para conter o aquecimento global.
Existem ao menos 51 iniciativas de “precificação do carbono”, para cobrar aqueles que emitem dióxido de carbono por cada tonelada emitida.
Em 2015, 18 países de alta renda se comprometeram a doar 100 bilhões de dólares ao ano para ações climáticas em países em desenvolvimento. Até o momento, mais de 70 bilhões de dólares foram mobilizados.